10 filmes para assistir nesta Sexta-Feira 13

Por Equipe Escuro Medo

INDICADOS POR ISMAEL CHAVES

1. O Homem Invisível (The Invisible Man, 2020)

Assim como a A24, o estúdio Blumhouse é outro que tem entregado ótimos filmes de Terror e Ficção Científica. Dessa vez a aposta (bem arriscada!) foi em uma nova adaptação do clássico de H.G Wells, The Invisible Man. De cara, já sabíamos que — tirando o personagem título — o filme não teria nada a ver com o livro e sua adaptação mais famosa dos anos 30 na Universal Pictures. E o que tinha tudo para dar errado (do meu ponto de vista), acabou se tornando uma grata surpresa!

O filme se passa nos dias atuais e acompanhamos a história do ponto de vista de Cecilia (interpretada magistralmente por Elisabeth Moss, de The Handmaid’s Tale), que sofre com os abusos físicos, verbais e psicológicos de seu ex-companheiro.

Com uma atmosfera inquietante (onde você vai passar o filme todo observando cada canto da tela!), o diretor e roteirista Leigh Whannell criou um filme verdadeiramente perturbador e psicológico, onde a personagem é levada ao seu limite para tentar provar que não está louca. Nisso também reside um dos grandes trunfos do filme, ao usar estas metáforas para falar sobre os abusos sofridos por mulheres e o desamparo que a sociedade (inacreditavelmente) as relega.

É, sem dúvida, o filme mais importante da Blumhouse desde Corra! de Jordan Peele. É aquele filme que vai muito além do entretenimento e fica com você por muito, muito tempo, tamanho o impacto do que é mostrado (ah, e se você acha que o trailer entrega o filme todo, prepare-se para algumas surpresas!). Certamente, é um filme que ainda vai proporcionar muitos debates interessantes e necessários.

E, na minha opinião, esse filme é a melhor adaptação do livro de H.G Wells. Pronto, falei.

Disponível no Google Play.

2. Isolados (2014)

Como nem só de Hollywood vive o cinema de horror, e o gênero vai muito bem obrigado no Brasil. Isolados é um filme de 2014, escrito por Tomás Portella (que também assina a direção) e Mariana Vielmond, que traz uma forte carga de suspense, tensão e atmosfera.

Estrelado por Bruno Gagliasso e Regiane Alves, acompanhamos o casal Lauro e Renata que vão passar uns dias em uma casa de campo, totalmente isolada. Logo, o que deveria ser um retiro medicinal, acaba tornando-se uma noite de puro terror, quando são atacados por uma misteriosa dupla que vem assassinando mulheres na região.

Com um clima que evoca filmes como Os Outros, O Sexto Sentido e Psicose, esta película tem tudo para agradar fãs do gênero.

Disponível na Globoplay.

3. Condado macabro (2015)

Cinco jovens vão passar o feriado em uma bela casa localizada em um lugar ermo, nas proximidades de uma floresta. Porém, uma desagradável surpresa muda tudo.

Você já viu esse filme. Várias vezes!

A diferença é que Condado Macabro é uma produção brasileira, baseada no livro de Marcos DeBrito (que também assina a direção, ao lado de André de Campos Mello), e que presta uma homenagem divertidíssima aos filmes slasher, como O Massacre da Serra Elétrica, Sexta-Feira 13 e Pânico na Floresta.

Porém, o maior destaque (além da tensão, sangue e um assassino com máscara de porco) é o ator Francisco Gaspar. Já conhecido do público de Horror Brasileiro, em produções como A Mata Negra e O Escolhido, sua performance como o palhaço Cangaço é simplesmente memorável.

Disponível na Amazon Prime.

4. A gruta (2020)

Lançado diretamente na plataforma da Amazon, A Gruta é mais um ótimo filme que vem engrandecer o gênero no Brasil. Com uma fotografia escura, mórbida e claustrofóbica, tem tudo para agradar fãs de O Exorcista, A Bruxa de Blair e A Morte do Demônio, com uma boa história e ótimos sustos.

Após grave acidente em uma gruta interditada, um jovem rapaz se torna o único sobrevivente. No local foram encontrados, além dele, quatro corpos. A perícia indica que esse mesmo jovem assassinou brutalmente seus amigos, esposa e a guia de turismo. Em estado grave, o rapaz nega os assassinatos e recusa-se a colaborar com a polícia. Certo de que sua esposa foi possuída por uma força demoníaca, ele pede ajuda a uma freira.

O filme é estrelado pela conhecidíssima Carolina Ferraz, que aqui interpreta a freira Helena, atormentada por traumas do passado, que gradativamente se verá diante de um mal inimaginável. Completa o elenco principal os atores Arthur Vinciprova (que também é o diretor), Nayara Justino, Luciene Martes, Jhenifer Emmerick, Fábio Soares e Mônica Izidoro.

Disponível na Amazon Prime.

INDICADOS POR IRKA BARRIOS

5. A Sentinela dos Malditos (The Sentinel, 1977)

Começo pedindo perdão por indicar um filme difícil de achar. E por que indicar um filme assim? Bom, porque é uma das primeiras lembranças que tenho sobre sentir medo em frente à TV. Crianças sentem medo de muitas coisas, correto? Sim, eu tinha medo até de quando o David Bener ficava verde de raiva e se transformava no Incrível Hulk. Mas o caso é que, cerca de dois anos atrás, eu procurei revisitar alguns filmes que me tiraram o sono e notei que este tem um clima muito perturbador.

A trama se parece muito com O bebê de Rosemary, embora a produção e direção seja de qualidade inferior ao grande clássico. O filme conta a história de Alison Parker, uma modelo que se recusa a casar porque precisa de um tempo para se curar de um trauma do passado. O noivo a ajuda a encontrar um apartamento bem espaçoso num edifício de estilo antigo em Manhathan. Logo que se muda, Alison começa a sofrer de insônia e passa a remoer os sentimentos que a fizeram tentar o suicídio. Ao mesmo tempo, vizinhos com comportamentos bizarros passam a bater em sua porta, forçar uma amizade, convidá-la para festas. Como se tudo já não fosse tenso, ainda há um padre cego que vive na cobertura do prédio. Sempre que Alison o vê, ele está próximo da janela, olhando fixamente para ela, como se pudesse enxergá-la.

Considero as cenas de A Sentinela dos Malditos mais provocativas que as do O bebê de Rosemary, acho que o roteirista foi mais ousado, soube abordar aspectos que me interessam bastante dentro do terror. E, no fim das contas, muitos questionamentos da personagem principal se dão por conta de suas questões a respeito da morte, o que nos entrega uma nova chave de interpretação: o horror psicológico.

6. O Gabinete do Doutor Caligari (Das Cabinet des Dr. Caligari, 1920)

Eu não escondo de ninguém que sou apaixonada pelo Expressionismo Alemão. Também não escondo que sou apaixonada pelo Gótico, pela forma que estes movimentos encontraram para trazer à tona os medos coletivos que abalaram as sociedades de suas épocas. O gabinete do Dr. Caligari não proporciona um medo comum. É outro tipo, mais incômodo: um medo social, opressivo. O filme faz com que você se imagine dentro de uma tela de pintura, rodeado por um cenário com mobílias angulosas e atores com atitudes intensas. As maquiagens são sombrias, com olhos muito marcados, grandes. Os pouquíssimos diálogos são mostrados sobre uma tela preta, como em qualquer filme mudo. São desnecessários, a expressão dos atores e a opressão do cenário é o suficiente para a compreensão de tudo o que se passa. O plot twist do filme é de cair o queixo, mas não é a única surpresa: logo em seguida vem outro, e mais outro. E quando vem a tela que indica o fim você fica abobalhado, pensando na vida, no passado e no futuro e em quanto a História é cíclica. O gabinete do Dr Caligari não é um simples filme de horror expressionista, é uma obra artística. 

Disponível no YouTube ou na Darkflix. 

7. A Invocação do Mal (The Conjuring, 2013)

Antes de falar do filme, vou falar do tempo que adiei para olhar este filme. 

Tenho uma irmã que é dez anos mais jovem que eu. Compartilhamos a mesma família, mesma educação, etc. Mas o gosto e as referências dela são muito diferentes das minhas. Minha irmã não tem este fascínio por filmes de terror. Só topa assistir quando não tem outra opção, ou para dar risada das reações dos medrosos. E foi assim que uma amiga a convenceu a ir ao cinema em 2013.

De noite, ela me ligou: “você não pode vir ficar comigo?”. “Aconteceu alguma coisa?”, perguntei. “Medo”, ela disse. E complementou com um pouco de vergonha: “de um filme de terror”. Fui, ela me esperava na portaria do prédio. “Tô ouvindo uns barulhos estranhos”. Eu ri, mas estava um pouco nervosa ao vê-la com medo. Naquele pedacinho de noite que fiquei lá, faltou luz e o elevador parou. Desci pelas escadas com medo do filme que eu nem tinha visto. Nem precisava. Minha imaginação já tinha criado monstros muito perigosos.

Demorei mais de ano para conferir se A invocação do mal entregava tudo o que prometia. Quando finalmente assisti, achei que sim. (Devo confessar que adoro jump scares). Mas não é só isso. Vejo que os filmes de terror, com o tempo, se preocuparam em oferecer uma experiência de melhor qualidade ao espectador. Em A invocação do mal, noto um cuidado com cores, com movimentos de câmera, algo que eu não percebia antes. Ou, talvez, eu me preocupasse mais com os monstros à espreita.

Disponível na Netflix. 

INDICADOS POR DANIEL GRUBER

8. Creep (2014)

Um filme assustador e que começa com um grande azarão é perfeito para assistir numa Sexta-Feira 13. Creep é um filme independente e de baixo orçamento no estilo “câmera amadora” que acompanha um cinerafista falido que aceita um trabalho numa cidadezinha afastada. Só que o seu cliente é para lá de esquisito. Com mudanças repentinas de humor e um desejo pra lá de bizarro (registrar sua rotina em sua intimidade antes de morrer), ficamos cada vez mais atormentados por esse cara, interpretado de forma assombrosa por Mark Duplass.

Disponível na Netflix.

9. O sacrifício do cervo sagrado (The Killing of a Sacred Derr, 2018)

Um cirurgião alcóolatra interpretado magistralmente por Collin Farrell perde um paciente na mesa de cirurgia e tenta expiar a culpa se aproximando do filho do falecido. Quando a relação entre eles vai ficando muito estranha e o jovem para de receber atenção, começa a invadir a vida do médico de uma forma bastante macabra: obrigando-a a sacrificar um de seus filhos e o chantageando com uma maldição que toma dimensões sobrenaturais.

O filme, lançado pela emblemática produtora A24, é mais uma obra visionária do diretor grego Yorgos Lanthimos (responsável pelo excelente A Lagosta) e supostamente faz uma releitura do mito de Ifigênia e Agamenon. Um filme angustiante e com um final catártico.

Disponível na Amazon Prime.

10. Hereditário (Hereditary, 2018)

Um dos mais aclamados filmes da nova geração do horror (por vezes chamada de “pós-horror”), um dos filmes que, junto com A Bruxa, projetou o estúdio da A24 e o diretor Ari Aster (que depois dirigiu Midsommar). Nesse filme acompanhamos uma família em crise enfrentando o luto pela morte da  avó. Contudo, acontecimentos estranhos vão cada vez mais perturbando os integrantes da família, até que um acontecimento trágico traz segredos macabros do passado. O filme é bastante atmosférico, sem grande sustos, até chegarmos no final, onde o espectador é arrebatado pelo horror. Uma verdadeira obra de arte contemporânea do medo.

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